Pátio

O pátio no séc. XV

As diversas salas que constituem o Paço dos Duques estruturavam-se em volta do pátio com galerias (inferior e superior). No séc. XV, no meio do pátio, existia um passadiço com galeria inferior, o qual permitia a ligação direta, a nível do piso 1, entre capela (ala nascente) e a ala poente (onde hoje, a nível do piso 0, se situa a entrada principal do Paço).

A existência deste passadiço, destruído na primeira metade do séc. XIX, leva-nos a crer, baseando-nos em comparação com outros paços da mesma época, que existiria, no que é hoje a fachada principal do edifício, uma loggia, ou seja uma grande varanda (a nível do primeiro andar, onde hoje se situa o Salão dos Passos Perdidos).

O pátio era um espaço de centralidade, de circulação e de ligação entre diferentes salas com diferentes funções. No séc. XV, do pátio se teria acesso à cozinha e a espaços com funções de suporte à vida dos nobres que nele habitavam. Mas, a vida quotidiana dos senhores do Paço decorria nas “câmaras” (salas) que se encontram a nível dos pisos 1 e 2 (primeiro e segundo andares).

O pátio hoje

Quem visita o Paço dos Duques entra pela grande porta da ala poente, tendo-se a partir desta acesso ao Pátio e à galeria inferior.

Para se iniciar a visita tem de se subir ao Piso 1 e percorrer diversas salas até se chegar à galeria superior, a partir da qual se tem acesso à capela ducal. Note-se a interessante perspetiva que daqui se tem sobre os telhados do Paço e sobre as muitas e esguias chaminés, correspondentes a outras tantas lareiras (são 39 no total).

Nos dias de hoje o pátio é utilizado para a realização de diversos eventos organizados pelo Paço dos Duques ou por entidades a quem o espaço é cedido – atividades do serviço educativo, concertos, conferências, desfiles de moda, exposições, receções e eventos corporativos.